A Santa Casa de Misericórdia de Jales, participou na última sexta-feira (06), da reunião técnica promovida pela Organização de Procura de Órgãos (OPO) no Hospital de Base de São José do Rio Preto, com foco na apresentação da nova configuração das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT).

O encontro reuniu hospitais da região para discutir a modernização e as novas diretrizes do Sistema Nacional de Transplantes, com o destaque para a Portaria GM/MS Nº 8.249/2025, normativa do Ministério da Saúde que reestruturou o financiamento e os critérios de qualidade para as comissões de doação de órgãos. A Organização de Procura de Órgãos (OPO), que avalia o potencial doador, analisando se existe ou não alguma contraindicação para a doação, como HIV, tuberculose ou câncer sem critério de cura. Tudo é avaliado quando o paciente é diagnosticado com morte encefálica, quando é declarado morto. A partir daí, entende-se se ele pode ou não ser um doador

Durante a reunião, foram detalhados os novos níveis do Incentivo Financeiro de Qualificação em Doação e Transplantes (IFQ-DOT), um programa que visa premiar a eficiência e a qualidade das equipes hospitalares na identificação e manutenção de doadores, sendo apresentados dados estatísticos sobre a taxa de doadores efetivos na região noroeste paulista e o impacto positivo que a nova gestão de indicadores trará para a redução das filas de espera.

Estiveram representando a Santa Casa de Jales, a gestora de Captação de Recursos, Keller Rafaela; o colaborador do setor, Tiago da Silva Pedro e o enfermeiro e presidente da CIHDOTT, Paulo Lima, que reforçaram o compromisso da instituição em se manter atualizada com as melhores práticas nacionais, garantindo que o hospital esteja alinhado às novas exigências para fortalecer a cultura de doação de órgãos em Jales e região.

Como ser um doador: É fundamental comunicar esse desejo à família. No Brasil, a doação de órgãos segue a lei do consentimento informado, ou seja, a família precisa ser consultada e autorizar formalmente o procedimento por meio da assinatura do termo de doação. Em caso de morte encefálica, a possibilidade de doar só poderá se concretizar com essa autorização. Quando a família já conhece o desejo do falecido, a decisão torna-se muito mais fácil.

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